Após uma tarde de treino muito puxado no gigante Maracanãzinho, a oposto do Pinheiros e carioca da gema Lia Castro, nos falou com exclusividade sobre a partida contra o atual líder da Superliga, o Unilever, e também um pouco de sua carreira. Muito querida por todos, até mesmo pelo seu jeito espontâneo, a carioca contagiou até as jogadoras do adversário deste sábado que chegavam para o treino, todas abraçaram e riram com a Lia. Além do voleibol que vem demonstrando, a atacante também mostrou muita categoria em suas respostas. Confiram:

Lia, fale sobre a expectativa de atuar no Maracanãzinho sob o olhar e a torcida de seus amigos e familiares?
Este jogo já está mexeu com meus amigos e familiares, que alugaram, acreditem um ônibus e tudo mais pra virem pro Maracanãzinho. Isto me deixa muito feliz, porque sei que pra eles é importante demonstrar a confiança em mim e pra mim muito mais importante porque são eles que me sempre me apoiaram.
Quanto a jogar no ginásio que certamente estará cheio por causa da importância desta partida, é diferente de outros palcos do vôlei atuar aqui no Maracanãzinho?
Lógico que sim. Eu estive aqui no ano passado, mas não atuei muito, entrei pra ajudar e foi breve. Acho importante treinar aqui pra termos as impressões corretas das dimensões. Aqui tudo é gigante mesmo, tem lugar para muitas pessoas, espero fazermos o melhor possível.
Falando em atuação, qual é a real diferença entre a última temporada e a atual para você?
Do ano passado pra cá mudou demais pra mim, minhas companheiras de time em Osasco eu ainda mantenho contato gosto e admiro todas elas, mas este ano a cabeça está melhor porque venho jogando mais e demonstrando que posso contribuir mais também. Aqui eu percebo no olhar de cada uma das meninas o quanto elas se doam em prol de um objetivo em comum, e isto faz toda a diferença nesta temporada.

Não ter passado por todas as etapas de categorias de formação, influenciou de alguma maneira em sua ascensão no vôlei?
Acho que sim, eu comecei a jogar mesmo no Grajaú, passei por Niterói, quatro meses no Flamengo, mas vim mesmo da escola, praticamente para o adulto. Então as coisas foram surgindo e acontecendo ao mesmo tempo e quando eu percebi já estava em Suzano. Teve uma certa influência, mas eu nunca me deixei abalar. Lógico que eu poderia ter aprendido muito mais, isto é fato, mas tive a oportunidade de trabalhar com pessoas que se doaram muito e me ajudaram a chegar até aqui acumulando muito aprendizado. Eu sou muito feliz pelo momento que vivo, e vejo que é reflexo de como comecei. Todas as pessoas que conheço que trilharam a escada das categorias me falam de seus aprendizados e eu percebo que para mim estes aprendizados também vieram, de maneira diferente, mas vieram.

O que vem em sua mente com relação ao jogo contra o atual líder, o Unilever neste sábado?
Vem o que tenho sempre em mente, independente do adversário, que o importante primeiro é poder jogar bem, a vitória é consequencia. Se uma equipe consegue jogar bem em um determinado dia, onde todos os fundamentos se equilibrem tudo coopera para a vitória, mesmo que seja contra um time forte, experiente, entrosado e vitorioso como é o Unilever. Tenho ótimas expectativas e espero que seja um jogo bonito de se ver.
Adriano Barbosa/Melhor do Vôlei
Fotos: Renata Furlanetto